domingo, 22 de julho de 2007

O circo da Vida

Só não posso reclamar que a minha vida é entediante, mas já patética, não tenho como negar! Uma vida que quase chega a ser vida, se realmente tivesse vida. A vida que sobra é cheia de espetáculos repetidos e de risos forçados; a vida que falta é aquela dotada de uma alegria tal, só revelada mesmo num sorriso de criança, daqueles que fazem até o homem mais sério esboçar um sorriso de canto de boca. Sabe do que estou falando?
Posso ir de um extremo a outro numa velocidade tal que mal consigo perceber aquilo que tenha impulsionado. Isso é bom! Não estou considerando aqui "o outro", aquele que está comigo, que talvez prefira toda a minha sobriedade e mesmice. Assim pareço estar mais sob meu controle, ou sobre seu controle? Enquanto isso vai acontecendo em ciclos viciosos, vou me escondendo por trás de uma máscara de constância, equilíbrio e tranquilidade. E por dentro, meu coração bate forte e acelerado ... cheio de vida!

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