
Às vezes, pegava-se pensando nas injustiças da vida e no quanto o homem é o ser mais cruel entre todos os animais. Em outros, ria compulsivamente ao lembrar de um fato ocorrido em sua última aula de yoga, na qual um amigo não conseguiu segurar seus gases e os disparou de forma súbita e seca, ali, ao lado dela! E o mais engraçado é perceber o quanto o adulto é uma figura reprimida. Estavam todos em posição de relaxamento, deitados com as pernas levemente escancaradas, com a sala em profundo e estridente silêncio, quando surge um barulho inconfundível que quebra toda a seriedade daquele momento. O que você faria? Bom, lá o que aconteceu foi que ninguém, talvez em solidariedade ao colega, emitiu qualquer tipo de manifestação. Eu não consegui, principalmente quando a professora, após o fatídico acontecimento, disse em tom de voz baixo e zen: “Isso, soltem tudo que está dentro de vocês. Relaxem!”. Juro que tentei, mas foi irresistível. Já tive uma crise de riso uma vez no elevador, lotado. No início as pessoas sorriam discretamente, mas logo que viam que eu não conseguia parar, começavam a me olhar e a olharem entre si, procurando qualquer motivo que justificasse aquele acesso de humor agudo. E nunca iriam descobrir, pois ria da piada mais idiota que já havia escutado.
E entre um lapso e outro, percebo a tênue linha que separa os extremos. Agora não tão extremos como o nome sugere, mas um reflexo no espelho, no qual existe uma perenidade mutável. E de mutabilidade eu entendo bem. Tenho até pensado se o borderline não é o tipo psicológico mais aproximado do normal, porque, sinceramente, a constância é patológica. Isto, longe de mim, trata-se de uma apologia à loucura. Mas um manifesto sobre o “demasiado humano”. Por que não aceitar a verdade sobre alguns fatos, tão gente, tão da condição humana?
1º - Você peida! Não adianta esconder, porque passados alguns meses de namoro, fatidicamente, um de vocês irá identificar o momento exato de ficar completamente à vontade.
2º - O primeiro gole de coca-cola sempre vem acompanhado de um pseudo-arroto e não adianta querer reprimi-lo, pois de alguma forma, mesmo que tardiamente, ele se manifestará.
3º - Quando você entra no mar com o seu novo namorado e dá aquele mergulho, tão ensaiado que mais parece um teste para atriz de Baywatch, aja naturalmente se perceber qualquer “coisa” a mais em sua cavidade nasal. É normal!
4º - Sua barriga ronca! Ta lá você e ele, na maior pegação. Barulho mesmo só o da respiração ofegante de vocês. De repente, em meio aquele torpor, comum depois de um amasso bem dado, envolvidos por um silêncio ensurdecedor, um barulho primitivo é emitido das suas entranhas sem que você tenha nenhum controle sobre ele. É isso!
Pra que tentar ser tão perfeito? A gente sofre e se violenta muito tentando reprimir impulsos tão comuns à condição humana. O homem é assim o tempo todo: tão social e tão só; tão alegre e tão depressivo; tão bom e tão mal; tão solidário e tão mesquinho; tão homem e tão mulher; tão igual e tão singular.
E entre um lapso e outro, percebo a tênue linha que separa os extremos. Agora não tão extremos como o nome sugere, mas um reflexo no espelho, no qual existe uma perenidade mutável. E de mutabilidade eu entendo bem. Tenho até pensado se o borderline não é o tipo psicológico mais aproximado do normal, porque, sinceramente, a constância é patológica. Isto, longe de mim, trata-se de uma apologia à loucura. Mas um manifesto sobre o “demasiado humano”. Por que não aceitar a verdade sobre alguns fatos, tão gente, tão da condição humana?
1º - Você peida! Não adianta esconder, porque passados alguns meses de namoro, fatidicamente, um de vocês irá identificar o momento exato de ficar completamente à vontade.
2º - O primeiro gole de coca-cola sempre vem acompanhado de um pseudo-arroto e não adianta querer reprimi-lo, pois de alguma forma, mesmo que tardiamente, ele se manifestará.
3º - Quando você entra no mar com o seu novo namorado e dá aquele mergulho, tão ensaiado que mais parece um teste para atriz de Baywatch, aja naturalmente se perceber qualquer “coisa” a mais em sua cavidade nasal. É normal!
4º - Sua barriga ronca! Ta lá você e ele, na maior pegação. Barulho mesmo só o da respiração ofegante de vocês. De repente, em meio aquele torpor, comum depois de um amasso bem dado, envolvidos por um silêncio ensurdecedor, um barulho primitivo é emitido das suas entranhas sem que você tenha nenhum controle sobre ele. É isso!
Pra que tentar ser tão perfeito? A gente sofre e se violenta muito tentando reprimir impulsos tão comuns à condição humana. O homem é assim o tempo todo: tão social e tão só; tão alegre e tão depressivo; tão bom e tão mal; tão solidário e tão mesquinho; tão homem e tão mulher; tão igual e tão singular.
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